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Máquinas e equipamentos

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Enquadramos máquinas e equipamentos separados de ferramentas manuais, considerando que geralmente são mais complexos e mais caros. Ferramentas manuais são geralmente encontradas em lojas de ferragens e lojas agropecuárias, à exceção de alguns ítens. Máquinas e equipamentos, por sua vez são geralmente encontrados em lojas especializadas.

Equipamentos para manejo e levantamento de fauna #

Aqui abordaremos os equipamentos utilizados exclusivamente com a finalidade de realizar os manejos e levantamentos de fauna. Vale ressaltar que cada levantamento adota métodos diferentes. Dessa forma, os equipamentos que você irá utilizar dependerão muito do grupo que se pretende amostrar e/ou manejar, das condições da amostragem, se há licença para manejo ou não, entre outros.

Recomenda-se usar as informações apresentadas aqui com discernimento. Por exemplo, evitar o uso de armadilhas fotográficas em áreas urbanizadas e de livre acesso, mesmo sendo equipamentos eficientes, pois há alto risco de furto.

A seguir, são apresentados os principais equipamentos:

  • Binóculo: Excelente para a observação de avifauna, pois amplia o alcance da visão, permitindo visualizar indivíduos e confirmar identificações. Embora não registre imagens como uma câmera fotográfica com lente apropriada, é mais prático para uso em campo. O binóculo também é útil para levantamentos botânicos, auxiliando a visualizar ramos e folhas de árvores altas.
  • Armadilhas fotográficas: São equipamentos extremamente úteis para registro de animais noturnos. São basicamente caixas camufladas que possuem equipamentos de vídeo, geralmente ativados através de sensores de movimento. São excelentes ferramentas e garantem a disponibilidade de registros.
  • Boroscópio: Pode ser utilizado para inspecionar tocas, fendas em árvores e nidificações, verificando a presença de animais. Recomenda-se que utilize-se boroscópio com, no mínimo, três metros de extensão.
  • Armadilhas de captura: São armadilhas clássicas que capturam os animais fisicamente. Por ser um método invasivo e estressor, seu uso requer autorização prévia e deve ser evitado sempre que possível. As armadilhas mais comuns são as Tomahawk e Sherman
Alguns dos equipamentos utilizados para estudos envolvendo a fauna.
Fonte:© Mercado Livre.

  • Gravador de som: Pode ser um telefone (preferencialmente com microfone externo) ou gravadores digitais específicos. Existem opções acessíveis no mercado, sendo úteis para amostragens baseadas em vocalizações, como pontos fixos para aves ou escuta de anfíbios em locais de reprodução. Esses gravadores permitem o registro das amostragens, facilitando a confirmação das identificações posteriormente.
  • Gravador de ultrassom: Esse é um equipamento direcionado principalmente para amostragem de quiropterofauna (morcegos), que se comunicam através de sons de alta frequência que não são capturados por gravadores de som comuns (e nem por nossos ouvidos). Com uso de softwares específicos, como o Raven Pro, é possível realizar a análise destes dados, identificando a espécie e até mesmo o tipo de chamado (forrageio, reprodução, aviso, entre outros).
Exemplo de gravador de ultrassom que pode ser usado no levantamento da diversidade de morcegos, entre outros grupos.
Fonte:© Wild Life Acoustic.

  • Pitfall: Mais uma técnica do que um equipamento, consiste em uma combinação de cercas-guia e baldes para capturar animais. As cercas direcionam os indivíduos para os baldes, onde são retidos. Trata-se de um método exaustivo, que exige planejamento, esforço físico e cuidados redobrados com os animais capturados, especialmente em condições climáticas adversas, como dias muito quentes ou chuvosos.
  • Redes de neblina: Ferramentas amplamente utilizadas para captura de aves e morcegos em levantamentos e monitoramentos. São redes extremamente finas e de difícil visibilidade, estrategicamente montadas em locais específicos (como áreas de transição entre ambientes campestres e florestais) para interceptar indivíduos em voo. Após a captura, os animais podem ser manejados com cuidado, permitindo não apenas a identificação, mas também a coleta de dados adicionais, como sexo, peso e tamanho. Quando utilizadas durante o período diurno, são úteis para a amostragem de avifauna; já durante a noite, são indicadas para morcegos
  • Paquímetro: Não é uma ferramenta insubstituível, mas é particularmente útil para ter uma noção de escala (ao fotografar pegadas de animais, por exemplo) ou coleta de dados biométricos dos indivíduos amostrados.
  • Puçá: O puçá é uma ferramenta essencial no manejo de fauna, especialmente para captura de animais de pequeno porte, como répteis, anfíbios, aves e até morcegos. Consiste em uma rede presa a um cabo longo, permitindo que o profissional capture os animais de forma segura, minimizando o estresse e o risco de incidentes entre o profissional e o animal.
  • Caixas de Transporte: Utilizadas para o transporte seguro de animais capturados, as caixas de transporte são fundamentais para o manejo e monitoramento da fauna. Elas variam em tamanho e material, dependendo da espécie e do porte do animal. As caixas devem ser ventiladas e, em alguns casos, forradas com materiais macios para garantir o conforto e segurança dos animais durante o transporte até o local de soltura ou exame veterinário.
  • Gancho Herpetológico: Este é um equipamento especializado para o manejo de répteis, especialmente serpentes. O gancho herpetológico permite ao profissional capturar ou movimentar esses animais com segurança, diminuindo o risco de mordidas. A ponta do gancho é projetada para levantar e guiar o animal de maneira controlada, sendo essencial para o manejo de espécies perigosas ou difíceis de capturar manualmente.
Alguns dos equipamentos mais utilizados no levantamento de fauna silvestre.
Fonte:© Mercado Livre.

Equipamentos para manejo e levantamento de flora #

Essa subseção aborda os equipamentos direcionados especificamente para amostragem e manejo de vegetação. Iremos incluir principalmente equipamentos de mensuração de dados (altura, circunferência, diâmetro), mas na seção sobre insumos estarão descritos importantes instrumentos para marcação das árvores. Ambos os processos são essenciais para levantamentos botânicos.

Note ainda que algumas ferramentas uteis para botânica já foram mencionadas anteriormente em Ferramentas Manuais. Recomendamos que você dê uma olhada também, caso ainda não tenha visitado.

Dessa forma, segue-se os principais equipamentos:

  • Fita métrica: É o equipamento mais básicos e um dos mais importantes no levantamento botânico. É por meio das fitas métricas que é possível medir o CAP (Circunferência a Altura do Peito) da árvore. Com o CAP, é possível obter o DAP (Diâmetro a Altura do Peito), que é essencial para cálculos de volumetria e fitossociologia na análise da estrutura da vegetação.
  • Trena a laser: Utilizado para mensuração de altura de árvores. Seu uso consiste em apontar para o ponto mais alto da árvore, para que o equipamento calcule a distância entre o observador e o ponto através da distância percorrido pelo laser.
  • Suta: A finalidade é parecida com a da fita metrica, entretanto, é utilizada para medir o diâmetro da árvore, dispensando a necessidade de conversão entre CAP para DAP. Entretanto, trata-se normalmente de um equipamento mais caro e difícil de carregar devido ao tamanho, e a maior parte dos profissionais opta pelo uso da fita métrica. Existem sutas analógicas e digitais, a preferência é do profissional.
  • Clinômetro: É usado para medições de altura indiretas em levantamentos botânicos. Sua principal função é medir o ângulo de inclinação de uma árvore em relação ao solo. Ao medir o ângulo e a distância até o topo da planta, é possível calcular a altura total da árvore utilizando simples fórmulas trigonométricas.
Ferramentas que garantem resultados confiáveis e contribuem para a análise de dados.
Fonte:© Mercado Livre.

Equipamentos de Proteção Individual (EPIs) #

Os Equipamentos de Proteção Individual (EPIs) são essenciais para garantir a segurança e a saúde dos profissionais durante a execução de suas atividades. Devido à natureza do nosso trabalho, os serviços podem envolver riscos físicos, químicos e biológicos. Por isso, o uso de EPIs adequados é uma obrigação que não pode ser negligenciada, tanto pelo bem-estar pessoal quanto da própria equipe. Contudo, não iremos focar nos riscos ergonômicos do trabalho dentro deste manual. Estes existem durante a atividade em escritório, e são relevantes, mas não estão contemplados em nosso escopo.

Os riscos variam conforme a atividade e o ambiente de trabalho. Por exemplo, em áreas florestais ou de manejo, há o risco de quedas, contato com plantas urticantes ou elementos que despertem alergia, além do risco de ferimentos causados por ferramentas manuais e maquinários. Já no manejo de fauna, é preciso considerar os riscos de mordidas, arranhões, picadas e até a exposição à doenças transmitidas por animais.

Ainda, em atividades que envolvem análise de água e efluentes industriais, os profissionais estão expostos a riscos químicos e biológicos, como a contaminação por agentes patogênicos e produtos tóxicos.

Por esse motivo, é fundamental que cada profissional da área esteja equipado com EPIs apropriados para a natureza de suas atividades e que lhe minimize os riscos. Assim, pode-se executar um trabalho com segurança.

Com o intuito de detalhar um pouco mais sobre os EPIs, listaremos os principais a seguir:

  • Botas/perneiras: São itens indispensáveis em vistorias de campo. As condições encontradas durante o campo são frequentemente adversas, o que inclui ambientes escorregadios, acúmulos de água, banhados, risco de encontros com animais peçonhentos, entre outros. Dessa forma, não se deve utilizar sapatos comuns durante saídas em meio à vegetação, mas sim calçados adequados.
  • Capacete de segurança: É essencial para acompanhamentos de intervenções no meio biótico, onde há abate de árvores e frequente queda de galhos no ambiente, sendo indispensável para própria segurança e mesmo para identificação.
  • Coletes de sinalização: São uteis nas mesmas situações que os capacetes de segurança, auxiliando na identificação dos profissionais envolvidos.
  • Protetor auricular: Para trabalhos que envolvam sons muito altos, serve para reduzir o ruído que chega aos ouvidos.
  • Óculos de proteção: Para se proteger de lascas, serragem e poeiram que pode afetar a visão.
  • Luvas de proteção: São úteis durante trabalhos de manuseio de fauna, pois minimizam os riscos de mordidas nas mãos para a maior parte dos animais. Note que ainda assim é necessário tomar cuidado, alguns animais podem perfurar mesmo luvas de raspa de couro, como uma Bothrops jararacussu ou animais de grande porte.
  • Luvas de látex: Aqui o objetivo não é se proteger no manejo de animais, mas sim no manejo de substâncias químicas ou biológicas, mantendo a plenitude do movimento das mãos. É equipamento básico para amostragem de água e efluentes, bem como para qualquer atividade em laboratório.
  • Jaleco: É outro equipamento imprescindível em ambiente laboratorial e quando há manejo de possíveis contaminantes químicos ou biológicos. Caso você precise analisar parâmetros físicos, químicos e/ou biológicos de uma amostra de um efluente tratado por uma ETE industrial por exemplo, você precisará de um destes.
  • Equipamentos para trabalho em altura: Este item não se refere a um equipamento específico, mas a um conjunto de dispositivos necessários para trabalhos em altura. Embora não sejam atividades tão comuns na consultoria e assessoria ambiental, situações como a amostragem em Áreas de Preservação Permanente (APP) com alta declividade podem exigir o uso desses equipamentos. Os principais equipamentos incluem cinturão de segurança, talabarte de segurança, trava-quedas e capacete com jugular. Além dos equipamentos, é indispensável possuir conhecimentos técnicos e certificações adequadas, como o treinamento conforme a NR 35, que regulamenta o trabalho em altura. Também é necessário apresentar um Atestado de Saúde Ocupacional (ASO) que comprove sua aptidão para exercer atividades nessas condições.
  • Protetor solar e repelente: O protetor solar e o repelente são itens usualmente esquecidos, mas importantes. O protetor solar protege a pele contra os danos causados pelos raios UV, como queimaduras, envelhecimento precoce e risco de câncer de pele. Já o repelente reduz o risco de picadas de insetos, prevenindo desconfortos e doenças como dengue, febre amarela e malária. Seu uso garante mais segurança e bem-estar durante os trabalhos em ambiente natural.
Alguns equipamentos de proteção individual (EPI) utilizados nos serviços de manejo de flora arbórea de grande porte.
Fonte:© Mercado Livre.

Equipamentos de fotografia #

As câmeras fotográficas desempenham um papel importante na área ambiental e são equipamentos essenciais para profissionais da área. É fundamental que, ao longo dos serviços realizados sejam feitos registros fotográficos. Esses registros servem para embasar estudos e relatórios, comprovando a veracidade do que está sendo observado in loco. Ao apresentar fotos, principalmente se forem datadas e/ou acompanhadas de coordenadas geográficas, você garante mais robustez ao seu estudo, demonstrando que está em conformidade com o que foi observado no campo.

Em algumas situações, a câmera pode ser facilmente substituída pelo celular. No entanto, em outras, isso não é viável. Além de possuírem uma qualidade de registro muito superior, as câmeras possuem maior autonomia. Ou seja, se você levar uma câmera carregada para o campo, é improvável que a bateria dela seja insuficiente, a menos que a atividade dure vários dias seguidos. Já os celulares, mesmo os modelos de última geração com boa qualidade de registro, geralmente têm uma bateria com menor duração. Em uma situação de campo, essa desvantagem pode inviabilizar a possibilidade de realizar registros. Ainda, para registros de fauna, principalmente avifauna, é quase impossível obter boas imagens sem uma câmera e uma lente com distância focal grande (acima de 200mm).

A principal desvantagem das câmeras é o custo elevado. Uma câmera de entrada pode custar cerca de R$ 3.000,00 e as lentes também não são baratas. Há sempre a opção de comprar equipamentos usados, mas é importante verificar a procedência, o tempo de uso e o número de cliques da câmera. Contudo, o equipamento se paga ao longo do tempo e agrega grande robustez aos trabalhos realizados.

É possível adquirir conjuntos de câmeras Canon T100 com lentes de baixa distância focal (18-55mm) por esse valor de entrada mencionado acima. Isso é suficiente para registros gerais, como de ambientes, indústrias e outros. Caso queira investir em um equipamento para registro de fauna diurna, uma lente acessível e útil é a EF 75-300mm, que possui um valor mais baixo em comparação com outras lentes de distância focal similar. A desvantagem dessa lente é que ela não possui estabilizador, o que a torna inadequada para registros noturnos.

Adquirindo um bom equipamento fotográfico, é possível utilizar o modo automático da câmera e realizar registros fotográficos suficientemente bons para compor laudos. No entanto, é recomendado aprender um pouco sobre fotografia para aprimorar os registros, ajustando ISO, velocidade do obturador e abertura do diafragma. Embora isso possa parecer um esforço meramente “estético”, esses ajustes garantem maior embasamento ao laudo, demonstrando cuidado na execução do trabalho. Isso pode ser apreciado tanto pelo órgão ambiental responsável pela análise quanto pelo próprio contratante.

Dependendo do nível de qualidade de imagens que você deseja obter para o seu trabalho, pode ser necessário investir em equipamentos especializados.
Fonte: ©AlphaUniverse

Drones #

A tecnologia sempre se mostrou uma faca de dois gumes para a biodiversidade. O desejo por inovações e as riquezas geradas por elas frequentemente impulsionam explorações ambientais prejudiciais. Essa característica ficou especialmente evidente desde a primeira revolução industrial, iniciada há séculos na Inglaterra. No entanto, a tecnologia também pode ser uma aliada na conservação e restauração da biodiversidade, tornando os processos mais eficientes, rápidos e vantajosos. Um exemplo disso são os drones, também conhecidos como VANTs (Veículos Aéreos Não Tripulados) ou RPAs (Remotely Piloted Aircraft Systems), que serão abordados nesta seção.

A necessidade de obter um melhor custo-benefício (principalmente visando a redução de custos) na proteção da biodiversidade, aliada à busca por soluções inovadoras, trouxe os drones para o campo da consultoria e assessoria ambiental. A maioria dos drones de hoje são máquinas fotográficas voadoras. O uso de drones possibilita, entre outras coisas, o mapeamento de ambientes e usos do solo, registros aéreos de vegetações, a realização de pesquisas sobre vida selvagem, fiscalização de atividades ilícitas (e.g., desmatamentos, queimadas, manejo inadequado do solo), monitoramento de espécies, quali e quantitatiov, etc.

Os drones têm revolucionado a forma como a coleta de dados é feita na consultoria ambiental, oferecendo facilidade e precisão.
Fonte:© DroneFishing

As vantagens dos drones são inúmeras. Entre elas, destaca-se a possibilidade de coleta rápida de dados, mesmo em áreas enormes. Isso se deve ao deslocamento aéreo, que permite a obtenção de informações e registros em tempo hábil. Além disso, os drones conseguem alcançar áreas de difícil acesso ou com condições adversas, sem representar risco à saúde humana. E, talvez o mais importante, possuem excelente custo-benefício, o que torna sua utilização ainda mais viável.

É importante destacar que o uso de drones está sujeito a regulamentações específicas, como as diretrizes da ANAC, que impõem restrições sobre altitudes de voo, áreas de operação e requisitos de licenciamento. Profissionais da área devem estar atentos a essas normas para garantir a legalidade das operações e evitar complicações jurídicas.

Embora os drones sejam ferramentas poderosas, seu uso eficaz requer operadores qualificados. Recomenda-se que os profissionais invistam em cursos e certificações que capacitem no manuseio desses equipamentos, além de conhecimentos em softwares de análise de dados (como o Agisoft), para garantir a precisão e a qualidade das informações coletadas. A falta de capacitação pode comprometer a eficácia do monitoramento e gerar resultados imprecisos.

Apesar de suas vantagens, o uso de drones enfrenta algumas limitações. A autonomia da bateria, por exemplo, pode ser um desafio, especialmente em áreas de tamanho considerável. Além disso, intempéries climáticas adversas, como ventos fortes ou chuvas torrenciais, podem comprometer a eficácia das operações. Em áreas com vegetação densa ou terrenos irregulares, a precisão do voo também pode ser afetada. Esses fatores podem exigir a combinação do drone com outros métodos de levantamento tradicionais e já bem estabelecidos no mercado.

Com o avanço da tecnologia, pode-se esperar que os drones se tornem ainda mais sofisticados, com mais ferramentas de coleta e interpretação de dados, talvez até com uso de inteligências artificias. Tais inovações podem modificar a forma como realizamos monitoramentos e análises, proporcionando informações com precisão e velocidade sem igual. A integração de drones com outras tecnologias, como sensores de alta resolução e câmeras térmicas, pode ampliar ainda mais as possibilidades de monitoramento, facilitando a detecção de alterações ambientais e ajudando na tomada de decisões mais informadas.

Neste momento, os drones ainda estão em processo de consolidação no mercado de consultoria e assessoria ambiental. Muitos profissionais já os possuem e os utilizam como diferencial, enquanto outros ainda não realizaram a aquisição. É provável que, nos próximos anos, esses equipamentos se tornem uma necessidade essencial na consultoria ambiental, deixando de ser um diferencial para se tornar um item obrigatório e fundamental para o trabalho na área. A popularização dessa tecnologia e a redução de custos tornam o investimento em drones cada vez mais acessível, o que contribui para sua adoção generalizada.


Aparelho celular #

O celular é, talvez, a tecnologia mais utilizada e universal em todo o planeta nos dias de hoje. Por mais habitual que possa parecer, trata-se de um instrumento incrível, uma fonte infinita de conhecimentos e basicamente um computador na palma da sua mão. Mas, não é preciso dispender muito tempo explicando o que é, todos já conhecem e provavelmente possuem um. A questão é: como esse aparelho pode ser utilizado como instrumento de trabalho? A resposta está na versatilidade do equipamento, e na capacidade de suprir a necessidade de outros instrumentos.

Devido à sua versatilidade, o celular pode facilmente ser utilizado no lugar de outras tecnologias em alguns casos, embora normalmente possa apresentar limitações. Por exemplo, é sim possível usar simplesmente o telefone para a realização dos registros fotográficos invés de câmeras fotográficas, embora haja desvantagens já mencionadas. Também é possível fazer coleta de dados geográficos por meio deste aparato, usando alguns aplicativos, mas a precisão pode ser limitada. Também é possível usar o aparelho para comunicação, como no dia a dia, mas é limitado à regiões que tenham sinal.

O que estamos demonstrando aqui é que o telefone é sim um instrumento muito útil, que é perfeitamente utilizável em inúmeras situações. Entretanto, é prudente balancear suas limitações também, para inferir sobre necessidade de outros equipamentos. Adicionalmente, o telefone pode carregar uma série de aplicativos que podem ser úteis em campo. Mas, exploraremos essas possibilidades mais adiante, em Sistemas e Aplicativos.


Outros equipamentos #

  • Walkie-talkie: É um instrumento utilizado para comunicação em equipe através de rádio. O seu principal uso está em regiões remotas, em que não existe sinal telefônica e a comunicação via celular é inviável. Dessa forma, é um instrumento importante para quando se realiza trabalhos em regiões distantes da urbe e em equipe.
Walkie-talkies são muito úteis para comunicação em campo, especialmente em locais muito remotos.
Fonte:© Freepik.

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