Vimos anteriormente que, em se tratando de consultoria e assessoria ambiental, o cliente muitas vezes não tem razão. Obviamente, precisamos escutar o problema e a situação em que este se encontra, sempre, e inclusive realmente se colocar no lugar do cliente, procurando entender todas as relações diretas e indiretas que possam existir com o problema a ser resolvido, ancorando-nos na legislação vigente antes de fazer qualquer juízo de valor. Por isso, manter-se ético na relação com o cliente, é fundamental. A consultoria precisa estar fundamentada na transparência, na honestidade e no amparo científico e legal para as decisões que precisam ser tomadas. Há que se agir com integridade, fornecendo informações claras, precisas, baseadas em evidências técnicas, evitando a qualquer custo manipular quaisquer dados ou decisões. A decisão é, em última instância, do órgão público e este precisa tomá-la com critério e instrução abrangente e consistente.
Além disso, o profissional precisa manter a confidencialidade das informações a ele prestadas, sempre que não se tratar de crime ambiental, sob pena de se implicar em cumplicidade.
Desta forma, o profissional de consultoria e assessoria ambiental ao avaliar o impacto ambiental de um empreendimento, deverá relatar fielmente os riscos e as medidas mitigadoras necessárias, mesmo que os resultados sejam desfavoráveis aos interesses econômicos do cliente. Embora pareça ser uma atitude contrária a ética da relação fornecedor/cliente, trata-se de uma posição profissional inerente ao setor de serviços que a consultoria e assessoria ambiental ocupa.
